Day 6 – Hello Cape Town
Às 9h no escritório, pareceu-me razoável. (Apesar de a base oficial aqui ser em Joanesburgo, temos escritório em Cape Town. Ou melhor, em qualquer cidade do mundo, mais coisa menos coisa. Isto por estarmos num Regus office, e com um cartão gold. Very nice!) Pequeno-almoço de cereais, frutas, muesli e mel, claro está. E, afinal, não só claro que há Mugg & Bean por todo o lado como em qualquer café vendem este pequeno-almoço, e até já descobri um melhor!
Adiantado o trabalho, o almoço no maior centro comercial de África (ao ladinho do hotel). Belmiro devia ver isto, qual Colombo qual quê?! Gigante. E lindo. E barato. Maravilha! Ainda por cima dá para ir a pé. Nesta cidade, salvo sítios específicos e desde que seja de dia, pode-se andar livremente. Pena o vento. E as nuvens.
Para a reunião das 14h arranjaram-me um táxi. À hora combinada, lá apareceu o Toyota branco, a dizer não sei o quê de lado, em frente ao sítio suposto, e à espera de uma “Myriann” (que era eu!). Muito simpático, falou-me do tempo, perguntando sobre Portugal, enquanto fazia chamadas compulsivamente (outro pormenor dos taxistas locais, guiam ao telefone o tempo inteiro), e discutia com o GPS que nos indicava o caminho (“Desta não me enganas! Não sei onde é, mas nesta rua não sigo.. bla bla bla”). A verdade é que chegámos a horas, numa reunião que correu muito bem. E foi a última. Ora, tendo em conta que tirei a 6ªf de férias, senti me oficialmente off. (E na prática até podia estar, não fosse este vício maior que tudo arrastar-me novamente para o escritório, para me conectar ao mundo. *** Sim porque os serviços de dados nesta terra nem sempre funcionam, e fico frequentemente sem acesso aos meus e-mails no Bb.)
Estamos numa zona boa e empresarial nos subúrbios de Cape Town. De aspecto, parece Algarve, mas para um bocadinho melhor (mais consistência na arquitectura da construção, pelo menos). Daqui vêem-se bem as montanhas.. a mesa, o lion’s head e o devil ’something’ (se calhar vêem-se bem de todo o lado, mas ainda não tive essa noção). Só quando fomos jantar, percebi que não era bem esta a realidade do centro. Aí sim, prédios altos, espelhados. Muitas empresas. Uma cidade que aparenta sofisticação e negócios.
O caminho para o restaurante era assustador. Entra-se para o meio das docas, tudo com um ar sinistro, carrinhas da polícia de um lado para o outro, contentores dos barcos, quiças cheios de nigerianos, e uma escuridão com cheiro a rio impressionante. Quando vi o letreiro a dizer Panama Jack eu nem queria acreditar. Por fora uma perfeita barraca, por dentro uma maravilha. Lagostas vivas, marisco óptimo, serviço five stars. O menu do almoço é um perfeito abuso, a festa que se faz ali por 5€..
Depois da triunfal entrada com um shot de tequilla (coisa que já não bebia praí há 15 anos, de tal maneira que foi preciso explicar-me o que fazer ao sal e limão ali na mesa) para mim, e shots de ostra para eles (um horror, um shot com uma ostra lá dentro e tudo.. arghhh..), tivémos um fantástico jantar, com camarões de vários tipos, lagostins e lagosta, tudo regado a um delicioso vinho branco local.
Em Joanesburgo vi mais diferenças (entre brancos milionários e pretinhos esfarrapados), apesar de tudo NC garante que estou enganada, e aqui é bem pior. Como ainda não explorei o centro, não posso realmente opinar. Amanhã temos grande tour, e voltarei com mais novidades.